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Na penumbra do meu quarto dormia sobre o leito, com lençóis estampados.
Em meu corpo quase descoberto, se via coisas que nos faz lembrar de pecados.
Adolescente, virgem e bem criada.
Pura como as gotas d'água cristalinas. Aquele quadro inundava as retinas dele que observava. Ainda mais bela quando acordava, os meus olhos na direção dele fitavam. Esbocei um sorriso com meus lábios cor de pitanga ao cobrir as pernas para que não as visse.
Então ele me disse '' Ó irrequieta virgem de corpo tão belo,
fecha os cílios dos teus olhos e não me traz donzelo, porque de ti quero provar-te a carne toda. O que do teu olhar penetra-me, assusta-me. Chega a bater mais forte o coração no peito, igual a quando na alma eu sinto o teu beijo tão doce. Ouço a incompreensão do teu coração que não me traduz ao teu amor meus dialetos
e a sofrer te espero de olhos bem abertos,
atiçando a querer-te, tu, essa imaculada boa e bela. Desnuda-te e dá-me a flor que dorme em tuas virilhas, prova do meu mais puro mel, corre em minha carne,
porque ao olhar-te, virgem, fico eu tão louco e por tantas vezes, desassistido, de mim nada tu queres... ''